Perigo na Travagem28 Agosto 2009 Sete em cada dez veículos circulam com o líquido de travões em más condições.
A ATE através do seu representante em Portugal alerta para a imperiosa necessidade de se substituir o líquido de tavões atempadamente. Segundo o comunicado, em casos extremos o líquido entra em ebulição e formam-se bolhas de vapor no sistema de travagem que se podem comprimir e por esta via impedir que o sistema de travagem reaja. Isto é, no momento da travagem o pedal toca no fundo sem que o sistema de travagem accione e portanto o veículo não trava.
Por essa razão, chama a atenção para a verificação periódica do líquido de travões (o equipamento de teste BFT 320 da ATE é uma opção). Se o ponto de ebulição real, medido no recipiente, for inferior a 180 º, deve substituir-se o líquido de travões. A marca chama ainda á atenção para na substituição do líquido de tavões utilizar-se sempre o líquido mais indicado e não o mais barato.
Desde que se introduziram os sistemas de travagem electrónicos, como o ABS e o ESP, que o líquido de travões assumiu um papel ainda mais importante. As unidades hidráulicas destes sistemas electrónicos possuem uma multiplicidade de pequenos orifícios e canais de dimensões mínimas, por vezes mais pequenos que a espessura de um cabelo humano. Por isso uma má escolha do líquido de travões pode ter consequências fatais no funcionamento do sistema de travagem.
Texto: Paulo Silva e ATE | Foto: ECP
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