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Norma Euro 6 representa um desafio para os fabricantes de camiões

10 Março 2010

As emissões de partículas terão de ser reduzidas para metade.

Os engenheiros dos departamentos de desenvolvimento de motores dos fabricantes de camiões têm muito trabalho pela frente. A Norma Euro 6 entra em vigor a 31 de Dezembro de 2013 e é tempo de preparar as novas motorizações. As emissões de partículas terão de ser reduzidas para metade e as de óxido de azoto (NOx) terão de diminuir 77 por cento.

Mats Franzén, responsável pela estratégia e planeamento de motores da Volvo Trucks, está satisfeito com a maneira como os engenheiros estão a abordar a adaptação às exigências rigorosas da nova Norma Europeia anti-poluição.

“Vemos estes limites pelo lado positivo. Estes representam um desafio para nós e para todos, e dão aos nossos técnicos a possibilidade de demonstrarem o seu valor, o que nos dá uma clara vantagem competitiva. Iremos atingir os requisitos antes da nova Norma entrar em vigor” refere.

Quais serão então os melhoramentos introduzidos nestes motores para ir ao encontro dos novos limites de emissões poluentes? Por razões estratégicas, Franzén prefere não especificar que avanços serão efectuados a nível técnico. Há muito com que trabalhar: software, diminuição de perdas mecânicas, sistemas SCR (Redução Catalítica Selectiva) mais eficientes e optimização das temperaturas de funcionamento. Tudo indica que a Norma Euro 6 vá obrigar a uma combinação de tecnologias SCR, EGR (Recirculação de Gases de Escape) e filtro de partículas.

Investigadores independentes exprimiram já críticas à futura Norma, argumentando que a sua implementação conduzirá a um aumento no consumo de combustível, tendo em conta as tecnologias actualmente existentes para as motorizações diesel.

“Como é óbvio, o verdadeiro desafio da Norma Euro 6 será reduzir as emissões de óxido de azoto sem aumentar o consumo de combustível e subsequentes emissões de CO2. Os nossos engenheiros têm vindo a fazer um progresso enorme nas últimas décadas, e continuaremos a desenvolver os nossos motores de modo a optimizar o consumo de combustível, independentemente de possíveis mudanças nas normas anti-poluição e restante legislação,” diz Franzén.

O consumo de combustível foi drasticamente reduzido nas últimas décadas. Por exemplo, o actual Volvo FH, equipado com motor diesel, reduziu o seu consumo de combustível em quase 40% nos últimos 30 anos, quando comparado com o modelo equivalente existente na altura. Com o actual motor D13, lançado em 2005, a Volvo colocou-se na linha da frente no que diz respeito à poupança de combustível.

“Somos certamente líderes em poupança de combustível. E continuaremos a reduzir o consumo de combustível em 1% por ano. Isto significa grandes poupanças, tanto a nível económico como a nível ambiental,” comenta Franzén.

Mas o maior avanço de todos está nos níveis de emissões para a atmosfera. Há 30 anos, um camião produzia o mesmo nível de emissões de partículas que 50 camiões produzem hoje. Quando a norma Euro 6 entrar em vigor, o nível de emissões de partículas será ainda reduzido em 50%.

“Para além de se terem tornado mais limpos e eficientes, os nossos camiões são também mais potentes. Há 20 anos, o nosso motor mais poderoso tinha 470 cv. Actualmente, podemos oferecer aos nossos clientes o novo Volvo FH16, o camião mais potente do mundo, com uma potência de 700 cv.” diz Franzén.

Os técnicos responsáveis pelo desenvolvimento conseguem atingir os sucessivos limites de emissões. No entanto, estes avanços têm um preço. Hoje em dia, fabricar um motor custa cerca do dobro do que custava no início dos anos 90.

“Evidentemente, é bastante dispendioso desenvolver motores que sejam melhores a todos os níveis, no que respeita ao ambiente, consumo de combustível, durabilidade e características de condução. No entanto, como somos o maior fabricante mundial de motores diesel e produzimos em grandes quantidades, conseguimos manter-nos na vanguarda,” explica Franzén.

Os valores Euro 6 são suficientemente rigorosos ou precisamos de standards ainda mais elevados?

“Com a Euro 6, as emissões de partículas e de NOx baixarão até níveis sustentáveis em termos ambientais. Mas para nós, isso não é suficiente. Estamos actualmente concentrados na contínua diminuição do consumo de combustível, cortando, assim, nas emissões de CO2, prejudiciais ao clima,” explica Franzén

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Mats Franzén, Responsável pela estratégia e planeamento de motores da Volvo Trucks
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