"A disponibilidade da peça", chave num mercado de substituição em crise2 Fevereiro 2010 Crónica do pós venda: por Josep Bosch i Sayols, presidente da AD Parts. Pub
Josep Bosch i Sayols, presidente da AD Parts, aborda a situação das peças de substituição multimarca no contexto geral da economia espanhola e sua evolução, e refere algumas das chaves mestres que permitiram à AD Parts transformar as ameaças de um mercado em crise, o de 2009, numa oportunidade para consolidar o seu posicionamento.
Por Josep Bosch i Sayols
A situação de crise que vive hoje Espanha é muito mais acentuada que em outros países da zona euro e será muito mais duradoura.
Em Espanha, a economia sustentou-se tradicionalmente na agricultura, têxtil e mais tarde na área automóvel e sua indústria auxiliar, no turismo e na construção junto com os seus derivados.
Desde há algum tempo, o têxtil deslocou-se para outros países com mão-de-obra mais económica, também hoje a agricultura está totalmente arruinada, temo bastante que a área automóvel acabe como o têxtil e a construção permanecerá parada durante muitos anos: apenas digo que, segundo fontes do sector, há entre 1.800.000 e 2.000.000 de imóveis disponíveis para venda ou aluguer. Os bancos converteram-se em imobiliárias, tendo dedicado boa parte dos seus fundos a sustentar empresas construtoras, e agora estas estão a entregar-lhes imóveis por falta de clientes a quem endossar a venda.
O desemprego atinge 18% da população activa e no fim do ano espera-se que chegue aos 20%. O défice pressuposto do Estado alcança os 12%, aumentando à custa de uma menor cobrança e do maior gasto social originado pelo desemprego.
Já em Abril de 2008, A AD Parts advertia os seus associados para a situação que nos atingia e aconselhava: - Adequar a equipa ao potencial pontual de venda sem renunciar ao crescimento. - Assegurar o financiamento a médio prazo das suas necessidades creditícias. - Controlo rigoroso da morosidade. - Regulação dos stocks em função da frequência de venda por cada referência, ajustando um período de stock curto para peças de maior venda e alargando-o gradualmente para as menos vendidas.
O conselho foi seguido e as nossas empresas prepararam-se para enfrentar a situação, tendo conseguido em 2008 um crescimento de +3,5% em relação a 2007. Em Janeiro de 2009, passados 9 meses desde que demos o alerta e instalados planos de crise, pressentimos um desajuste nos stocks futuros dos nossos fornecedores e as faltas de produto que se poderiam produzir, e aconselhámos novamente os nossos associados que era o momento de aumentar gradualmente as nossas existências com o fim de poder proporcionar uma melhor cobertura em cada uma das linhas. Face à procura de mercado e à carência de produto que poderiam sofrer outros actores, os associados da AD Parts poderiam aproveitar as oportunidades se tivessem a peça disponível. Novamente as sugestões foram seguidas pelas nossas empresas associadas, e tiveram o resultado desejado, pois analisando o resultado no final de Outubro, acreditamos que o nosso valor de negócio no final do ano não será inferior ao de 2008 (nota do editor: neste momento ainda se estão a apurar as contas).
Para o futuro nada podemos prever, unicamente que continuaremos a investir nas nossas empresas, com a mesma esperança e esforço de sempre, porque acreditamos no sector, esperando que os resultados nos acompanhem como até agora. Contamos com a equipa e recursos para fazê-lo, mas contamos também com bons fornecedores, e queremos percorrer o caminho juntos, sob o bom “guarda-chuva” que é a ADI, que coordena as nossas relações com eles e mantém-nos a salvo da tempestade. Nossa colaboradora em Espanha, autoprofesional.com + autoaftermarketnews.com
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