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54% dos condutores encurta a vida dos pneumáticos ao descuidar a sua pressão

1 Fevereiro 2010

1 em cada 4 condutores usa travões em mau estado.

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54% dos condutores circula com uma pressão incorrecta nos seus pneumáticos. E a crise faz com que um em cada quatro condutores use travões em mau estado. Estas são as conclusões de um estudo realizado por Neumáticos Soledad em Elche com a colaboração da Michelin.

Durante dois fins-de-semana, a empresa proprietária dos centros de mecânica rápida Confort Auto, realizou inspecções gratuitas a todos os condutores que estiveram no parque do Centro Comercial L’Aljub, para conhecer o estado dos elementos de segurança dos veículos.

No total, foram analisados mais de 200 veículos, tendo sido inspeccionados pneumáticos (pressão e desgaste), amortecedores, pastilhas e discos de travões.

O dado que chama mais a atenção é o referente à pressão com que os condutores circulam com os seus veículos. Mais de metade dos condutores descuida frequentemente este aspecto, desconhecendo as consequências que isso tem na durabilidade de um pneumático.

Um pneumático com baixa pressão tende a aquecer e corre um risco maior de poder rebentar a qualquer momento. Também o desgaste da banda de rodagem nos ombros será muito maior e provocará um aumento do consumo de combustível. Por outro lado, as consequências também são muito negativas para a segurança ao volante.

Na situação inversa, a banda de rodagem de um pneumático que circule com uma pressão superior à recomendada pelo fabricante desgasta-se muito mais rapidamente no centro e é mais vulnerável quando se circula sobre calçada deteriorada ou com obstáculos, já que a superfície de contacto com a estrada diminui.

O segundo dado mais negativo extraído do estudo é o estado dos travões. Um em cada quatro veículos examinados tinha os travões gastos. Isto quer dizer que as pastilhas já tinham deixado de exercer a sua função. As consequências na segurança são óbvias, pois trata-se de um elemento vital para a segurança rodoviária. Mas também graves são as consequências que têm sobre o resto dos elementos que intervêm na acção de travar um veículo: rodas, discos e amortecedores principalmente. Em primeiro lugar, circular e travar com as pastilhas gastas deforma os discos de travão e afecta o estado dos amortecedores, e como consequência, os pneumáticos sofrem mais em cada travagem que se efectue. Resultado: aumento da distância de travagem, o que pode ser crucial numa situação de emergência.




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